segunda-feira, 16 de julho de 2012

TANTO LIXO À VOLTA DA TERRA

Restos de naves espaciais, foguetões, ferramentas, e satélites sem utilidade, tudo em órbita,
já eram toneladas de detritos e uma colisão recente gerou ainda mais lixo espacial.
Um deles é português (PoSat), dos outros países são a maior parte, 5018 pertencem à
Comunidade dos Estados Independentes, dos Estados Unidos são 4550 e da China 2932.
Pelas contas da agência espacial norte-americana NASA, são ao todo, 13897 os corpos espaciais
artificiais que giram à volta da Terra, tendo em conta a concentração, não admira que os
satélites colidam uns contra os outros.
Problema maior é que dessas colisões resulta ainda mais lixo espacial.
No dia 10 de Fevereiro de 2009, a 800 quilómetros de altitude, sobre a Sibéria, colidiram dois
satélites de comunicações que se encontravam inactivos, um dos Estados Unidos e outro da
Rússia, cada um com um peso
superior a 450 quilos, segundo a NASA a colisão pode estar na origem do acréscimo de 9% de
lixo espacial no primeiro trimestre de 2009.
É lixo espacial todos os objectos criados pelo Homem que orbitam à volta da Terra sem
qualquer função útil.
Partes de naves espaciais deixadas para trás, ferramentas, luvas (Neil Armstrong perdeu
uma em 1966), satélites desativados, foguetões, etc, só os que têm mais de 5 cm são
detetados pelos radares do programa "US Space Surveillence Network", rede de observação
espacial norte-americana.
O primeiro incidente provocado por lixo espacial ocorreu em 1996 quando um fragmento do
foguetão "Ariane" colidiu com um satélite de reconhecimento militar Francês "Cerise",
causando-lhe sérios danos.
Considerando que qualquer objeto em órbita se desloca a 28 mil quilómetros de velocidade,
não é difícil de imaginar o que acontece em caso de um choque frontal, a desintegração total.

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