terça-feira, 29 de maio de 2012

ARACNOLOGIA - UM PASSO EM FRENTE

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Sensação de descobrir algo de novo é imediata, mas nem tudo foi descoberto,
a Natureza ainda guarda segredos.
Um Biólogo Português reconheceu duas novas espécies de aranhas.
Começou a interessar-se pela Aracnologia logo no final do 1º ano da licenciatura
em Biologia, quando ofereceu os seus préstimos a investigadores que já tinham
amostras de aranhas da mata do Jardim Botânico de Coimbra.
"Foi aí que comecei a estudar as aranhas, começando por fazer a identificação no laboratório",
conta Luís Crespo, biólogo que descobriu duas novas espécies.
Uma, Tegenaria barrientosi, "já se encontrava em descrição", e os novos exemplares
confirmaram a existência.
Outra, Parapelecopsis conimbricensis, foi reconhecida em amostras realizadas
pelo próprio biólogo na Reserva do Pau de Arzila, perto de Coimbra.
" A sensação de ter descoberto algo é imediata", explica o biólogo, mesmo se o processo
de reconhecimento demora algum tempo, "implica muitas horas no laboratório a analisar
todos os carateres do animal".
Mas há mais: "Para saber se uma espécie é nova, é necessário comparar os referidos
carateres com os mesmos de muitas das outras espécies do género".
"E essa investigação só é possível mediante acesso a boas coleções de museus onde estão
depositados os exemplares de referência, como em Portugal não existe qualquer museu deste
género, os exemplares das duas novas espécies descobertas em Portugal foram para a Suíça e Bélgica".
Por aqui , o conhecimento das aranhas só agora começa a tomar forma.
É tão pouca a atenção que lhes tem sido conferida que casos de novas espécies de aranhas
são bastante comuns.
Luís Crespo vai mais longe e atreve-se a dizer que "qualquer pessoa pode descobrir uma
nova espécie nunca antes vista por ninguém, no jardim perto de sua casa.

Fonte : DN

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