quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A ALCACHOFRA E O CARDO MARIANO


ALCACHOFRA
A Cynara scolymus, tal como o Cardo Mariano, pertence à família das Margaridas.
É conhecido em muitas partes da Europa como um vegetal e é popular pelo seu

sabor amargo e agradável e contém Cinaropicrina.

Estima-se em 11.500 os princípios amargos das folhas da Alcachofra.

O índice torna-se mais elevado imediatamente antes da floração e somente as partes verdes contêm o princípio amargo.

Utilizações:

Tal como o Cardo Mariano, a Alcachofra é considerada uma das mais importantes plantas para o fígado.

Recentemente, um outro princípio ativo foi isolado e chamado Cinarina a qual tem a propriedade

de estimular a produção de bílis.

Também possui funções hepatoprotetoras semelhantes ao Cardo Mariano.

Um extrato do fruto e folhas de plantas frescas de Alcachofra promovem a regeneração do

fígado, melhorando o fluxo sanguíneo.

Uso Clínico e Medicinal:

Doenças do fígado

Doença da vesícula biliar

Cálculo biliar

Baixa o colesterol

A alcachofra tem atividades no fígado e vesícula biliar, as quais foram confirmadas pelo

fitoterapeuta, Dieroll.

Sua pesquisa demonstrou que sintomas dispépticos gerais melhoram com extrato de alcachofra

na redução de náuseas, inchaços e uma melhoria na sensação geral de bem-estar.

A alcachofra pode reduzir a formação de pedras e dissolver cálculos biliares.

Tal como o Cardo Mariano, a Alcachofra não é tóxica e é bem tolerada.

A alcachofra tem a capacidade de reduzir os níveis de colesterol no sangue, pois os extratos de

alcachofra podem causar uma redução nos lípidos do sangue.

A capacidade da Alcachofra em reduzir os níveis de colesterol juntamente com sua ação sobre a

vesícula biliar e a produção de bílis torna-a numa planta útil para o tratamento de colesterol e cálculos biliares.



CARDO MARIANO

Esta é uma planta pertencente a família das Margaridas.

Tem folhas verdes brilhantes com espinhos nas bordas e botões característicos

de grandes flores roxas.

Esta planta originária do Mediterrâneo é cultivada em muitas partes da Europa.

Foi primeiramente conhecida como Carduus Marianus, hoje em dia, a maioria

dos fitoterapeutas prefere usar o nome botânico, Silybum marianum.

Esta planta possui uma série de nomes populares sendo Cardo Mariano e Cardo de Santa Maria

os mais comuns.

A planta não deve ser confundida com o Cardo Santo, que possui nome botânico Carduus

benedictus, que é uma outra planta excelente para o fígado.

O Cardo Mariano tem uma longa história como uma planta medicinal.

No Século XIX, o médico alemão Rademacher ficou muito interessado na actividade desta planta

e tratou todos os seus pacientes com problema de fígado usando uma tintura feita a partir das

sementes da planta.

Utilizações:

Só recentemente o princípio ativo do Cardo Mariano foi isolado, é um flavonol, não identificado

anteriormente e foi-lhe dado o nome Silymarin.

Os pesquisadores em Fitoterapia Wagner, Hoerhammer e Munster foram os primeiros a

descrever este componente, identificando-o como o princípio ‘anti-hepatotóxico’ na planta.

Desde então a literatura publicada sobre esta planta confirmam que, clinicamente, o uso mais

importante desta planta é para proteger o fígado.

Na sua atividade normal, o fígado é confrontado com uma boa quantidade de toxinas a cada

minuto do dia.

Algumas destas toxinas (como na intoxicação por paracetamol) podem causar danos ao fígado.

Sabe-se agora que a Silimarina é capaz de prevenir e fortalecer a área antes que ocorram danos,

possivelmente por estabilizar a membrana celular do fígado de modo que as toxinas não são capazes de atingi-lo.

Algumas pesquisas também indicam que a Silimarina é capaz de reverter um dano já ocorrido

aos hepatócitos.

É provável que a Silimarina aumente os níveis de síntese das proteínas celulares, ajudando a

recuperar as células danificadas e a sintetizar metabólitos importantes tal como o anti-oxidante

glutationa.

Uso Clínico e Medicinal

Protege o fígado

Fortificante do fígado

Hepatites

Doenças do fígado

Dados clínicos têm agora confirmado que o cardo mariano tem um lugar significativo no

tratamento de hepatites crónicas e agudas.

Os sintomas de doenças do fígado que observamos quando este está funcionando abaixo da sua

capacidade, tal como pouco apetite, cansaço e uma falta geral de bem-estar tem demonstrado

clinicamente melhorar com esta planta.

A planta é particularmente útil também para o tratamento de fígado gordo e clinicamente, bons
resultados tem sido demonstrado com a cirrose do fígado.

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